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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Joia Carioca

O AZ Armazém da Decoração está sempre engajado nas mais diferentes atividades culturais. Seja incentivando novos designers e arquitetos, ou trazendo renomes da área para lançamentos, Abadia Haich é referência em eventos diferenciados.


Desta vez, o spot convidou a carioca Márcia Mór, conhecida por suas pedras maravilhosas e modelagem exclusiva, para lançar a quarta coleção do ano, chamada Berry Seeds.


Em duas tardes muito charmosas, a arquiteta, desenhista industrial e musicista recebeu mulheres de muito bom gosto para o chá da tarde. Com gosto de champanhe e sabor de quitutes (como o delicioso abacaxi com chester), o evento foi em prol do Núcleo de Proteção aos Queimados, NPQ. Uma joia foi rifada para arrecadar fundos para o projeto.


O Blog da Ciça conversou com a simpática carioca da gema, que adora ler, viajar e busca inspirações nas coisas da vida:

BC – Márcia, de onde surge tanta inspiração para fazer 4 coleções por ano?

Márcia – Bom, eu venho de uma família de artistas. Minhas coleções são desenvolvidas a partir da história do mundo, com foco no Brasil. Então, é como se fosse um castelo de coleções, que nunca finalizam e estão sempre dando frutos. Estou sempre estudando, lendo, viajando e sou sensível às coisas. Tudo me interessa!

BC – De qual coleção é a joia que vai ser rifada para o NPQ?

Márcia – Da coleção Casulo. Eu trouxe 3 projetos este ano: o Casulo, que faz referência ao lar, à casa. Tudo é feito como se estivesse protegido, no ninho. A Berry Seeds, que são frutos exóticos da floresta, todos bem juntos, unidos. Daí, depois de amadurecerem os frutos, nasce, saí do casulo, a bicharada da coleção. São borboletas, besouros e muitas flores, representando o final de um ciclo.

BC – Quais são as pedras usadas? Você mesma que desenha os cortes?

Márcia - Bom, para essas coleções eu usei a amazonita verde e a ametista terra (que tem muita vida). O corte é a laser e eu que desenho todos sozinha! Estou há 22 anos só Márcia! (risos)

BC – É tudo único, exclusivo?

Márcia - Sim. Às vezes um design é tão bom que eu tenho mais pedidos parecidos, mas nunca igual.

BC - Qual foi a inspiração para as coleções deste ano?

Márcia - Tudo começou com um poema de Cecília Meireles. Eu andei lendo um pouco de poesia, pois estava muito distante, inclusive acho isso muito triste, que não tenhamos um estímulo social para ler poesia. Em nenhum lugar vejo pessoas lendo, nem na escola, que antigamente nossos pais eram incentivados a ler, não vejo mais. Algo está errado, penso. Daí, li Fernando Pessoa, Cecília Meireles... Inspirei-me na ansiedade de “parir” o filho, que é a poesia, que é a joalheria para mim.

BC – Você tem alguma coleção preferida. Aquela ‘queridinha’ que você não tenha tido coragem de vendê-la, pegou mesmo como um ‘filho’.

Márcia – Bom, tem duas que eu acho belíssimas. A Art Decó e Art Nouveau. Pulseiras de 10 cm, 12 cm, que remetem aos portões de ferro vindos da França. Foram as que me colocaram mais próximas à Arquitetura. Foi como fazer amor com minha profissão. Muito inspirador.


Para conhecer mais sobre o trabalho de Márcia entre no site http://www.marciamor.com O Blog da Ciça adorou as joias e a simpatia da designer, que já tem mais de 31 mil peças catalogadas. Um luxo!

Bjs.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

EXCLUSIVO: Entrevista com Caco Ciocler


O Blog da Ciça bateu um papo super divertido com o ator e diretor Caco Ciocler ontem à tarde. Ele é o homenageado do VI FestCine de Goiânia e participou da abertura do evento, que aconteceu no Goiânia Ouro e teve a apresentação do longa “Um Dia de Ontem”, no qual Caco é protagonista.

Muito simpático e sem formalidades, ele falou sobre carreira, trabalho e a participação no filme de Thiago Luciano e Beto Schultz. Confira nossa conversa exclusiva!


BC - Caco, primeiramente parabéns pela homenagem do FestCine de Goiânia, estamos muito felizes em tê-lo aqui. A propósito, é sua primeira vez na cidade?

Caco – Em Goiânia? Não é. Agora, assim, eu tenho uma memória péssima! (risos) Eu lembro do hotel, do restaurante em que eu comi, mas não me lembro quando estive aqui.

BC – É sempre uma honra ser homenageado, né? Mas, para você, o que este tipo de reconhecimento significa na sua carreira? Você já imaginava isso quando ainda fazia Engenharia?

Caco – Não... Mas é engraçado porque a primeira sensação que eu tive quando eu fiquei sabendo, foi ‘Nossa! To ficando velho, cara, já vão fazer uma homenagem pra mim! E essa é a primeira vez que eu estou sendo, então é uma honra especial.

BC – E que bom que a primeira seja aqui em Goiânia! Agora, falando um pouco do filme ‘Um Dia de Ontem’ que vai ser exibido hoje à noite no Festival, você interpreta um homem surdo de um ouvido, psicologicamente instável e que não sonha. Como foi dar vida a ele?

Caco – Então, este filme na verdade era para ser um curta-metragem. Para ser sincero, eu já até disse isso para os diretores Beto e Thiago, era um roteiro que eu não tinha entendido muito bem. Achei os diálogos malucos e confusos, enfim, mas algo me interessou ali.

BC – O que foi preciso para compor o personagem?

Caco – O filme foi absolutamente intuitivo, coisas foram acontecendo na hora e era aquilo. Eu estava muito cansado naquela fase, trabalhando pra caramba, então, sempre sonolento. Acho que foi daí que surgiu a ideia de fazer um longa, porque eu dava tanta pausa, ninguém conseguia cortar, daí o Thiago me ligou e disse que iríamos fazer um longa.

BC – Caco, é muito raro te ver sem a barba, por quê? É algum tipo de mania?

Caco – (risos) Ah! Eu me sinto melhor de barba. Quando eu estou sem, me sinto internamente fragilizado. As pessoas também não tem uma boa resposta, tipo ‘Ai, aquele ali fica estranho sem barba’. Eu pareço muito um menino sem barba!

BC – Que bom que é assim por que pelo menos você não aparenta ser ‘velho’ ao ponto de receber uma homenagem!

Caco – Não é?! (risos)

BC – Aquela perguntinha básica: você já trabalhou no cinema, no teatro e na TV. Em qual deles você se sente melhor, ou gosta mais?

Caco – Cara, eu me sinto mais seguro no teatro. Assim, eu não tenho paciência para temporada, por que eu gosto do processo de construção do papel. É bom poder testar coisas, chegar aos workshops sem pré... sem pré nada. (risos) Você ensaia, vai pra casa, pensa o que não está bom. No outro dia tenta de novo, até moldar o personagem. Na TV isso vai acontecendo com os capítulos, mas nem sempre agrada o autor. No cinema é mais complicado, por que você tem um personagem pronto.

BC – Tem algum personagem seu que você considera o melhor, algum que você fale 'neste eu arrasei'?

Caco – Olha, eu não tenho isso com nenhum trabalho meu. Eu tenho com momentos... Não tem nenhum filme que eu considere perfeito, mas momentos dele que me encantaram.

BC – E no teatro e na TV?

Caco – Eu não costumo me ver nas peças, nem em nenhum trabalho de televisão. Tem alguns momentos no cinema, raros, que eu falo ‘Uau! Este eu gostei pra caramba!’.

BC – Você tem ídolos?

Caco - Eu sou fã do Matheus Nachtergaele, sempre fui, na verdade. E sou cada vez mais do Wagner Moura.



Ah! E não se esqueçam que no domingo tem palestra do Só Para Mulheres Arena de Moda com Arlindo Grund.


Bjs,
Alê Parrode!